Mas infelismenti
Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2011
Mas infelismenti
Terça-feira, 29 de Novembro de 2011
MULHER
Quinta-feira, 4 de Agosto de 2011
Quinta-feira, 23 de Junho de 2011
teson dexadu
É ka ri é ka papaia
Ami xintadu ta spera um oi
É labanta é djobem
É da um passo um passo
ti ki é txiga na mi
é dam na parede n´gemi
canto n’ta xinte djé lapiba na mi ta namuram
Sima n’tinha sodade del é namuram n’namural
N’xinte si mó ta subim na brasu
Di ripenti riba´l nha mama ta corri
Perna tremem rabadidja comesa ta dan latxi
É dixi ku boka na nha piskos é mordi ui ui ui
É abrim perna dixim kalsinha
Metem dedu na bakalhau ai ai aia mmmmm
N’deseja pa tempo pára
Pa horas disaparesi
Pa mundo kaba pa nu fica nos três mi kol ku teson
Mas di ripenti é poi boka na nha obidu é flam
“Hoxi ti si kim sata dau n’tem k bai”
Perna treme rabadidja puxa boka
É tram dedu di bridja é txupa ui
N’bai pam papaia é pom mó na boka é fla
“Hoxi nka kré obi num palavra di bu boka
Apenas nkré bai ku gosto di bu cabadura na nha boka”
Segunda-feira, 31 de Janeiro de 2011
Saudade do meu amado
Segunda-feira, 29 de Novembro de 2010
Segunda-feira, 20 de Setembro de 2010
Querido
Despe a túnica do prazer, querido
Terça-feira, 1 de Junho de 2010
Quem é ele?
Que flutua na beleza
Desliza no andar
Traumatiza o meu ser
Afoga-me de teson (tesão)
Desperta a mulher que há em mim
Quem é ele?
Quando passa no relento
Acende os rios
Acalma os mares
Esfria o fogo e acende a chama em mim
Quem é ele??
Beijo na parede
Terça-feira, 24 de Novembro de 2009
Quarta-feira, 23 de Setembro de 2009
Prazer
Beija-me de mansinho
Roça teus lábios nos meus
Quero senti-los
Passe de mansinho tua língua gostosa nos meus
Suspira de mansinho nos meus ouvidos
Quero sentir teus sussurros
Beija cada milímetro do meu corpo
Saboreia bem
Faz me sentir especial nos teus beijos
Beija-me
Chupa-me
Penetre-me
Faz me sentir-te
Ama me como se fosse primeira vez.
Me dá sentidos
Sábado, 19 de Setembro de 2009
Meu primeiro livro de poesia
DESEJO é meu primeiro livro de poesia, lançado a 22 de Agosto no Centro Cultural Norberto Tavares em Santa Catarina.
Prefácio
Desejar da Poesia a Carne do Ser da Existência
"Nas poéticas de Artemisa Ferreira, encontramos um turbilhão de desejos, que acabam por enformar um conflito de sentimentos. Entre a tristeza e a alegria, encontramos o desejo de amar. Entre as certezas e as incertezas, encontramos o desejo de lutar. Entre a distância e a presença, encontramos o desejo de partir. Entre lá e cá, mora a saudade. Um sentimento que ultrapassa o simples desejo de estar com alguém ou em lugar algum, querendo, antes de mais, ser alguém ou de algum lugar. Ser no sentido de mesclar o eu com o outro para conseguir um nós; o Barlavento e o Sotavento para ter Cabo Verde; a distância e a saudade para ter a presença ausente; o país e a diáspora para ter o mundo; a existência e coexistência para ter a sociedade; a palavra e a credibilidade para ter a confiança; o eu e o ego para ter o ser; o desejo e o Verbo para ter a poetisa. Nos poemas de Artemisa Ferreira, encontramos uma louca manifestação de amor. Um amor incondicional por um país que a viu nascer; um amor pela vida; um amor ao próximo; um amor pela carne, que se traduz no seu próprio desejo. Da vontade de partir para correr atrás de um sonho, encontramos dez ilhas, com duas mãos. Todos unidos pelo mesmo laço: unidos pelas duas mãos que fazem do cabo-verdiano um homem trabalhador. Poeticamente, Artemisa Ferreira constrói o percurso de um cabo-verdiano em movimento constante: um ser que anda de ilhas em ilhas. Chegando à diáspora, quer construir a sua própria ilha porque, na ilha nasceu, ali cresceu e na ilha quer viver. Um povo que vive com o mar: o mar que dá o sustento da família; o mar que indica o caminho da partida; o mar que simboliza a saudade; o mar que impede que se parta; um mar de contradições. Dá peixe para alimentar o corpo, mas, possibilitando a partida, deixa saudade para atormentar a alma. Proporciona belos momentos de lazer pelas praias ao sabor de frescas águas de coco, mas também oferece cenários de dúvidas e medo, querendo saber se a partida se reencontrará num regresso. Por isso, os poemas de Artemisa Ferreira procuram captar estes contrastes do mar e do mundo em que a alma e o corpo lutam para definir uma forma de existência.
Na vida e no amor, da guerra entre a alma e o corpo, Artemisa Ferreira existe. O corpo se estremece num suspiro ofegante, entre dentadas no pescoço e fôlegos sufocantes. A alma suspira... não de alívios, mas de tensão. Não estando o corpo parado, a alma acompanha-o nas suas loucuras.
Na sua existência poética, Artemisa Ferreira começa a sentir que os lábios se tocam; sem pedir licença, os seus beijos são roubados; num ímpeto e sem perdão, o seu sexo é invadido; sem piedade, apodera-se do seu corpo, do seu ego, da sua alma, do seu ser. Mas, não cai num abismo. Cai, sim, num desejo profundo, que invade uma escuridão do fim do mundo para tornar húmida a noite, como as paredes do quarto.
Corpos estendidos em cima da cama, somando o calor e o desejo. De secos a molhados, uma batalha entre os corpos. Para além da húmida noite rasgada, os corpos sentem a necessidade de ensaiar uma dança. Ele insaciável e ela ofegante, ouve-se gemidos, sente-se desejos. Gemidos que se estendem pelo horizonte... porque são de fúria... e de paixão. Ardente.
Provocante. Uma paixão que nasceu de um olhar captado pelos olhos de lírios. O seu coração, o vento colocou no peito dele. O seu corpo, aos braços dele. O seu grito, aos ouvidos dele. E assim, Artemisa Ferreira constrói o seu DESEJO."
Silvino Lopes Évora
Investigador na Universidade do Minho














